Esta é a Cidade
Esta é a Cidade, e é bela.
Pela ocular da janela
foco o sémen da rua.
Um formigueiro se agita,
se esgueira, freme, crepita,
ziguezagueia e flutua.
Freme como a sede bebe
numa avidez de garganta,
como um cavalo se espanta
ou como um ventre concebe.
Treme e freme, freme e treme,
friorento voo de libélula
sobre o charco imundo e estreme.
Barco de incógnito leme
cada homem, cada célula.
É como um tecido orgânico
que não seca nem coagula,
que a si mesmo se estimula
e vai, num medido pânico.
Aperfeiçoo a focagem.
Olho imagem por imagem
numa comoção crescente.
Enchem-se-me os olhos de água.
Tanto sonho! Tanta mágoa!
Tanta coisa! Tanta gente!
São automóveis, lambretas,
motos, vespas, bicicletas,
carros, carrinhos, carretas,
e gente, sempre mais gente,
gente, gente, gente, gente,
num tumulto permanente
que não cansa nem descança,
um rio que no mar se lança
em caudalosa corrente.
Tanto sonho! Tanta esperança!
Tanta mágoa! Tanta gente!
António Gedeão
Este não é para estampar (Piratão)
A minha velhinha canon que tão boas recordações tenho com ela
A velhinha Olympus Trip 35 lançada em 1968(è da minha idade)
Modelo Pedro Marques
Modelo Leonor Marques
Trbabalhos em raiz Manuel Claré
Alandroal visto dos céus
Aos amigos e aos assim assim, ainda um dia nos sentaremos todos á sombra desta "velha Azinheira;Talvez lá para o mês de Abril...
Aquele que todos sonhámos...
Ha ha ha .Porque me apeteceu.
todo terreno loucura!!!
Dão nos musica agora...Venham mais cinco
Muito tempo passou sem que tenha actualizado a minha página, muita coisa se passou desde então, o meu gosto pela fotografia esse numca mudou...àqueles que ainda teimam em visitar este cantinho as minhas desculpas pela demora, nem sempre a vida vai por onde nós pretendemos.
A todos um bom Natal.
Dizias???!!
porque lá estivemos tambem este ano 2009
O que se pode ver pelo retrovisor!!!
brincando com a luz.
cont.Clare2@sapo.pt
Forças obscuras.Ou de não saber-mos o que nos espera....
Às vezes, em dia de luz perfeita e exacta
Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza ás coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: Têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou ás coisas em troca do agrado que me dão.
Não sinifica nada.
Então porque digo eu das coisas: São belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisivéis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante coisas que simplesmente existem.
Que dificil ser próprio e não ser senão o visível!
Alberto Caeiro
<< Texto nuevo >>
Joseph Nicéphore Niépce (7 de março de 1765 a 5 de julho de 1833) foi um científico, fotógrafo francês. Junto a seu irmão foi o inventor de um motor para barco e junto a Daguerre responsável por uma das primeiras fotografias. Em 1793, junto com o seu irmão Claude, oficial da marinha francesa, Joseph Nicéphore Niépce tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari.
Aos 40 anos, Niépce se retirou do exército francês para dedicar-se a inventos técnicos, graças à fortuna que sua família havia realizado com a revolução. Interessado na litografia começou realizando cópias de obras de arte utilizando os desenhos realizados à ferro pelo seu filho.
Quando no ano 1814 seu filho se alistou no exército, teve a genial idéia de tratar de pôr em relação a câmera escura junto com os sais de prata sensíveis à luz para tratar de conseguir imagens fixas.
Nesta época, a litografia era muito popular na França, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentou obter através da câmera escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa.
1816 - Obteve as primeiras imagens fotográficas da história no ano 1816 quando recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmera escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico, ainda que nenhuma delas se conservou, as imagens desapareciam rapidamente.
Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens positivas que pudessem ser utilizadas como placa de impressão, determinou-se a realizar novas tentativas, não se deu conta de que estes podiam servir para obter positivos, assim que abandonou esta linha de investigação.
Utilizou a pedra como suporte para fixar as imagens, ainda que desistiu cedo pelos grandes problemas que arcava. Seguiu então com o papel, depois com o cristal e, por último, com diversos metais como o estanho, o cobre, o peltre, entre outros.
1818 - Um par de anos depois, já em 1818 obtém imagens em positivo sacrificando deste modo as possibilidades de reprodução das imagens, por ser as únicas imagens obtidas.
1824 - Ele conseguiu imagens que demoraram a desaparecer em 1824.
A heliografia de Niépce
Vista da Janela de Joseph Nicphore Nipce em Le Gras
O primeiro exemplo de uma imagem permanente ainda existente foi tirada em 1826. Ele chamava o processo de heliografia e demorava oito horas para gravar uma imagem.
Ao procedimento que chamou de Heliografía (que significa o mesmo que Fotografia), distinguindo entre heliogravados e reproduções de gravuras já existentes. Realizada uns dez anos depois de que conseguisse as primeiras imagens.
Niépce recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judéia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Recolheu um ponto de vista de uma rua fixado sobre uma placa de metal. Precisou 2 horas de tempo de exposição da placa à luz.
Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na matéria a consideram como "a primeira fotografia permanente do mundo". Esse processo foi batizado por Niépce como heliografia, gravura com a luz solar.
Em 1827, Niépce foi a Kew, perto de Londres, visitar Claude, levando consigo várias heliografias. Lá conheceu Francis Bauer, pintor botânico que de pronto reconheceu a importância do invento. Aconselhado a informar ao Rei Jorge IV e à Royal Society sobre o trabalho, Niépce, cauteloso, não descreve o processo completo, levando a Royal Society a não reconhecer o invento. De volta para a França, deixa com Bauer suas heliografias do Cardeal d'Amboise e da primeira fotografia de 1826.
Em 1829 substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho, e escurece as sombras com vapor de iodo. Este processo foi detalhado no contrato de sociedade com Daguerre, que com estas informações pode descobrir em 1831 a sensibilidade da prata iodizada à luz.
Mais tarde por causa de uma apoplexia sofrida em seu estúdio de Saint Loup de Varennes faleceu no dia 5 de julho de 1833, aos sessenta e oito anos, sendo enterrado no cemitério do povo, deixando sua obra nas mãos de Daguerre.
Graças à publicação no ano de 1841 da obra de seu filho Isidore Niépce, intitulada História da descoberta do invento denominado daguerrotipo, pôde-se esclarecer a importância do seu papel na história da descoberta da fotografia, ante as manobras realizadas por Daguerre para ocultar seus trabalhos.
Cãmara ou máquina Fotográfica
O nome é derivado de camera obscura, latim para câmera escura. Seu formato peculiar, deriva-se das antigas observações de Leonardo da Vinci tido até hoje como o primeiro a descrever os princípios da câmera escura.
Basicamente, uma câmera, qualquer que seja ela, deriva de um único princípio. Uma caixa preta com um orifício por onde é captada a imagem. Por este orifício entram os raios do Espectro visual ou outras porções de espectro eletromagnético.
Direito á imagem.
Prevê o Código Civil no seu Artº 79º o "Chamado Direito á imagem":
1-O retrato de uma pessoa não pode ser exposto,reproduzido ou lançado no comércio sem o consentimento dela; depois da morte da pessoa retratada, a autorização compete ás pessoas designadas no nº2 do Artº 71º, segundo a ordem nele indicada.
2-Não é necessário o consentimento da pessoa retratada quando assim o justifiquem a sua notoriedade,o cargo que desempenhe, exigências de policia ou de justiça,finalidades ciêntificas, didáticas ou culturais, ou quando a reprodução da imagem vier enquadrada na de lugares publicos, ou na de factos de interesse público ou que hajam decorrido públicamente.
3-O retrato não pode, porém, ser reproduzido, exposto ou lançado no comércio, se do facto resultar prejuizo para a honra, reputação ou simples decoro da pessoa retratada.
FOTO CLARÈ


